Transição planetária: breves reflexões
Transição
planetária: breves reflexões
Vivemos um
processo de mudança do ciclo evolutivo da Terra e da Humanidade denominado de
transição planetária, passando de mundo de expiação e provas para mundo
regenerado. Essa transição da Terra é decorrente da lei do progresso.
Ao invés de
sinalizar o fim do mundo, revela o começo de uma nova Era de evolução moral e
espiritual sob a égide da verdade, do amor, da paz e da fraternidade universal.
Tem data e
hora para isso ocorrer?
Textos
evangélicos respondem essa pergunta:
“Quanto ao
dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o
Pai”. (Mateus, 24: 36)
“Portanto,
vigiai, porque não sabeis em qual dia vem o vosso Senhor”. (Mateus, 24: 42)
“Senhor,
Senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: em verdade vos digo que não vos
conheço. Portanto, vigiai, porque não sabeis nem o dia, nem a hora”. (Mateus, 25: 13)
Momentos
de perseverar, orar e vigiar
Pela Parábola
das dez virgens (Mateus, 25: 1-13), quem não se preparar para esses tempos
perderão o início das bodas, quando se fecharem as portas de um momento para
outro. Bodas representam a união dos seres humanos com o Criador.
Por isso, importante
perseverar no caminho do bem mediante oração e vigilância para não cair em
tentação, pois não se pode precisar o momento em que as portas se fecharão.
Ademais,
cautela quando alguém apresentar alguma data e hora.
O porquê
dessas mudanças?
O Universo
está em movimento e evoluindo, porquanto o progresso é lei da Natureza e
todos os seres estão submetidos a ele. Nada está parado.
O mundo, ao
progredir, oferece morada mais agradável a seus habitantes à medida que eles
também progridem. Paralelamente, marcham os progressos de homens, animais,
vegetais e os mundos que eles habitam.
Há bilhões de
anos, a Terra não existia; nem o sistema solar. Mas, já havia sóis iluminando o
Universo. Planetas davam vida a imensidão de seres que precederam a Humanidade
terrestre. Fenômenos da Natureza estavam sob outros olhares.
Antes e
depois de nós: a eternidade e o infinito. A eterna providência divina ocorre em
perfeita harmonia, sendo que nada é por acaso.
“Na casa
de meu Pai há muitas moradas” (João,
14:2).
Em relação à
Terra, há mundos: inferiores; da mesma categoria; e superiores.
A Terra,
mundo de expiação e provas, já foi primitivo. Hoje, ela se prepara para atingir
um grau mais avançado. Para o progresso da Terra, preciso que povoem Espíritos
bons, encarnados e desencarnados.
As principais
transformações serão de natureza moral, convidando o ser humano à mudança de
comportamento.
A Humanidade
tem realizado grande progresso, chegando a resultados jamais alcançados, sob o
ponto de vista das Ciências. Resta um imenso progresso a realizar: fazer com
que reine a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o
bem-estar moral de todos os seus habitantes.
Quando a Humanidade
está madura para subir um degrau, pode-se dizer que “Os tempos são chegados”.
Se a época
está designada para realizar certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na
marcha do conjunto universal.
A
transformação moral ocorrerá pela depuração dos Espíritos encarnados e
desencarnados. Não se trata de uma mudança parcial, renovação limitada a
região, povo ou raça. Trata-se de um movimento universal, que se opera no
sentido do progresso moral.
A geração
futura, formada de elementos mais depurados, se achará possuída de ideias e
sentimentos muito diversos dos da atual geração.
Sinais dos
tempos
As profecias
de Jesus referem-se às provações da Humanidade, consoante a lei de progresso. A
predição de calamidades e flagelos que assolarão a Humanidade serão decorrentes
da luta entre: o bem e o mal; a fé e a incredulidade; e as ideias novas e as
retrógradas.
Haverá
difusão do Evangelho restaurado na pureza originária. Depois, abrigará o
reinado do bem, da paz e da fraternidade universais.
As causas dos
sofrimentos da Humanidade são devidas ao atraso moral e à ignorância das leis
de Deus. Guerras, calamidades e tribulações de toda ordem têm origens na
imperfeição moral e intelectual da Humanidade.
Ocorrem duas
formas de destruição: a natural e a abusiva. A natural garante a diversidade
biológica e a manutenção da vida no Planeta, fazendo parte do processo de
transformação, renovação e melhoria dos seres vivos. A abusiva acontece porque
o homem se deixa governar pela natureza animal e pelas paixões.
Jesus
aconselha a não temer tais momentos: “não vos assusteis, porque é mister que
isso tudo aconteça” (Mateus, 24: 6).
A dor e o
sofrimento são mecanismos educativos permitidos por Deus, quando o homem se
revela rebelde à sua Lei.
O ser
moralizado compreende o valor das expiações e provações, vendo nelas o remédio
amargo, mas útil à sua melhoria espiritual. Por isso, não se deve temer o
sofrimento, mas enfrentá-lo com bom ânimo e fé, extraindo de suas lições o
devido aprendizado.
Características
da transição
Algumas características
da transição são: flagelos destruidores, naturais ou provocados pelo homem,
como terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, acidentes de graves
proporções, guerras e demais conflitos bélicos, epidemias ou pandemias etc.
As calamidades
são acompanhadas pela degradação moral e pela dissolução dos bons costumes,
típica dos conflitos morais nos momentos de transformação social.
Porém, almas
generosas e caridosas estarão presentes no momento de transição, empenhadas em
minorar o sofrimento dos seus irmãos em humanidade.
A ação das
trevas e os falsos profetas.
Surgirão aproveitadores que se
alimentarão do sofrimento no Planeta. São Espíritos inescrupulosos.
É preciso agir com cuidado para não ser
envolvidos e enganados por eles, porque, submetidos ao peso das provações,
estaremos mais expostos e fragilizados.
A despeito do sofrimento nesse período,
é momento para aferição de valores morais.
Falsos profetas e cristos provocarão
desordens e desarmonias, testando o caráter dos verdadeiramente bons ou dos
escolhidos.
A vitória do bem
Haverá a inequívoca a vitória do Cristo.
Passado o período de transição, os
Espíritos que permanecerem fiéis ao bem receberão morada com uma Humanidade
desejosa de progredir, que foi transformada pela força do amor. “Bem-aventurados os mansos, porque
herdarão a Terra”. (Mateus, 5: 5)
Pela prática do Evangelho, haverá
melhora no estado moral, trazendo o reinado do bem e acarretando a queda do
mal.
Na regeneração, a Humanidade se
encontrará mais feliz, mas o progresso espiritual não estará completo, pois a
caminhada evolutiva é longa.
A nova geração
Chegado o tempo, ocorrerá grande
emigração.
Os que insistem em praticar o mal, não
tocados pelo bem e indignos do planeta transformado, emigrarão para mundos
inferiores e de raças atrasadas, levando seus conhecimentos e tendo por missão
fazê-las avançar, a exemplo dos Espíritos degradados de Capela que aqui vieram em
auxílio, dando origem à Raça Adâmica.
Esses Espíritos serão substituídos por
outros melhores que farão reinar a justiça, a paz e a fraternidade.
A nova geração realizará as ideias
humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado.
Pela natureza das disposições morais,
torna-se fácil distinguir a qual das duas gerações pertence cada indivíduo.
A nova geração se distinguirá pela
inteligência e razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e
as crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de
adiantamento anterior. Não se comporá de Espíritos superiores, mas dos que,
tendo progredido, estarão aptos a apoiar o movimento de regeneração.
Haverá auxílio de Espíritos benevolentes
aos retardatários, esclarecendo-os e mostrando o caminho correto.
A regeneração da humanidade não exige a
renovação integral dos Espíritos: a busca da perfeição é longo processo.
Reflexões necessárias
Como seres espirituais imortais, o
destino é a perfeição relativa à Humanidade, tendo Jesus como modelo e guia,
pois Ele é o caminho, a verdade e a vida em direção ao Pai. Ninguém chegará ao
Criador senão seguindo as pegadas do Mestre Jesus pelos seus ensinamentos e
exemplos. Todos, sem exceção, cedo ou tarde, atingirão a perfeição, cada um no
seu ritmo evolutivo de progresso moral e espiritual.
Apesar dos
alertas do Céu, a Humanidade continua relutante em seguir o caminho do bem,
negligenciando a gravidade desse momento de transição planetária.
As
ondas negativas da ação das trevas em seus ataques, por meio de desamor, egoísmo,
orgulho, arrogância, soberba, prepotência, descrença, indiferença, falta de
piedade, sexualidade desvirtuada, entre outras, assolam o Planeta, buscando a sintonia
de muitos, tornando-os também transmissores de energias de inferioridades morais.
Diante de
tantos escândalos dos sinais dos tempos, que deixam a todos indignados, até os
escolhidos estão sob as ameaças das tentações, o que implicará no aumento da
vigilância e da oração para não cair nas armadilhas do mal.
Esses
tempos exigem fé, coragem e perseverança no caminho do bem, sabendo que tudo
isso passará e, após a transição planetária, a regeneração chegará na
Humanidade.
A Era do Espírito pede a inadiável conquista de si mesmo
mediante reforma íntima, para seguir novo rumo pela renovação que liberta,
substituindo sentimentos inferiores pelos mais elevados por meio da luta
incessante do bem contra o mal, com fé, coragem, confiança, trabalho, esforço,
responsabilidade, obras edificantes e méritos para galgar o degrau de evolução
que lhe apresenta.
Bibliografia:
BÍBLIA
SAGRADA.
IRMÃO
VIRGÍLIO (Espírito) na psicografia de Antonio Demarchi. A Nova Jerusalém.
1ª Edição. São Paulo/SP: Intelítera Editora, 2015.
KARDEC,
Allan; tradução de Evandro Noleto Bezerra. A Gênese. 2ª Edição.
Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2013.
KARDEC,
Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
1ª Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.
KARDEC,
Allan; tradução de Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. 1ª
Edição. Brasília/DF: Federação Espírita Brasileira, 2019.
LUCIUS
(Espírito), na psicografia de André Luiz de Andrade Ruiz. Herdeiros do Novo Mundo.
2ª Edição. Araras/SP: IDE, 2023.

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